Os termos de bodyboard e meteorologia que aparecem no Radar de Swell, explicados de forma simples: tipos de bancada, leitura de maré, vento, formato de onda e leitura do pico. Ideal para quem está começando na água.
Relevo do fundo que faz a onda quebrar. É o que dá forma ao pico: onde a água encontra o fundo raso, a onda levanta.
Antes de entrar, observe onde as ondas quebram melhor — ali existe uma bancada.
Fundo de areia, que muda de lugar com a correnteza e o swell. Ondas mais suaves, miolos menos violentos.
A bancada de areia é a mais indicada para iniciantes: perdoa erros e oferece fundo seguro para a queda.
Fundo de pedra ou rocha, mais fixo. A onda quebra de forma mais definida e repetida em todas as séries.
Ondas boas, mas exige escolher bem a hora de entrar e sair — pedra rala machuca.
Fundo fixo e raso, geralmente com onda mais forte, oca e tubular. Quebra com pouca água por cima.
Em maré baixa fica perigoso. Se não conhece o pico, pergunte a um local qual a melhor maré.
Onda que quebra sobre areia perto da praia, com picos que mudam de posição ao longo do dia e do ano.
Fique atento ao deslocamento do pico: onde ontem era bom, hoje pode ser miolo.
Onda que quebra ao longo de uma ponta (pedra ou terra), formando corridas longas e bem alinhadas.
Ondas mais consistentes e longas — controle bem a remada, a corrida é cansativa.
Quebra sobre recife — o fundo é fixo, a onda é bem definida e tubular, mas há pouca profundidade.
Use maré média para cima e mantenha os pés no chão apenas onde a água cobre o recife com folga.
Faixa mais profunda ao lado da bancada, onde a água não quebra. Serve como estrada de entrada e saída da água.
Entrar e sair sempre pelo canal economiza energia e evita levar o esquadrão de séries na cabeça.
Corrente que puxa a água de volta para o mar. Costuma correr justamente dentro do canal.
Não lute contra ela: nade paralelo à praia até sair da corrente ou use-a para chegar ao pico.
Formato e profundidade do fundo ao longo da praia — o mapa do relevo submarino.
Praias com batimetria irregular criam vários picos; praias retas criam miolos e mais correntes.
Ondas muito ocas: a onda quebra lançando a crista para frente e formando um cilindro de ar.
Exige velocidade e posição certa no drop — é a manobra mais premiada do bodyboard.
Parte da onda que ainda não quebrou e corre na diagonal, onde se fazem as manobras.
É na parede que você ganha velocidade e faz as manobras. Fique sempre à frente da espuma.
Onda que quebra toda de uma vez, sem parede aberta — não dá para escapar da espuma.
Não vale a remada: espere a próxima da série, que costuma ser mais bonita.
Onda sem inclinação e com pouca força, porque o fundo é profundo demais naquele ponto.
Procure outro pico ou outra maré. Na gorda, prancha menor e mais flutuante ajuda.
Onda com inclinação acentuada, que forma lábios e tubos por causa do fundo raso.
Oca demais para quem está começando: escolha dias com mais espuma e declive suave.
Sentido da quebra em relação a quem está na água olhando para a praia: se ela abre para o lado direito, é direita.
Descubra qual você vai com o pé da frente (base) e escolha o pico que abre mais para esse lado.
Pico que forma uma onda com duas opções, uma direita e uma esquerda, subindo como a letra A.
O pico mais democrático: cada atleta pega o lado que preferir. Respeite a prioridade de quem está mais fundo.
Grupo de ondas maiores que chegam juntas depois de um intervalo de mar mais calmo.
Marque o tempo entre as séries: entrar logo após a última onda da série poupa remada.
A onda maior do grupo — geralmente a terceira ou quarta da série, quando o mar está cheio.
Posicione-se um pouco mais para fora nas séries maiores para não levar a bomba na cabeça.
Parte da onda que já quebrou e segue até a praia como faixa de espuma branca.
Para iniciantes, a espuma é a melhor escola: dá para deslizar reto e treinar a posição no drop.
Subida e descida do nível do mar ao longo do dia, causada pela atração da lua e do sol.
A maré muda tudo: a mesma bancada pode ter onda perfeita em uma maré e miolo na outra.
Nível mais alto do dia. Geralmente mais água sobre a bancada, onda mais cheia e menos oca.
Bom para picos de pedra e recife, onde mais água significa mais segurança.
Nível mais baixo do dia. A onda encontra o fundo mais raso e costuma ficar mais oca e rápida.
Em recife e pedra, maré baixa exige cuidado redobrado; em areia, pode ser a melhor janela.
Enchendo é a maré subindo; secando (vazante) é a maré descendo.
Anote a janela em que seu pico funciona: muitas vezes é só durante uma dessas fases.
Diferença entre a maré mais alta e a mais baixa do dia.
Amplitude grande altera muito as condições no mesmo dia: recalcule sua janela antes de sair de casa.
Tabela com horários e alturas das marés altas e baixas do dia.
No BoardLog, as marés aparecem no Radar de Swell junto da previsão de cada dia.
Maré de maior amplitude, quando lua e sol se alinham (lua cheia ou nova).
Costuma trazer mais água e correnteza mais forte — atenção ao canal e à saída.
Maré de menor amplitude (lua em quarto), com pouca variação de nível.
A janela de maré fica mais estável: bom dia para quem quer previsibilidade.
Período de maré em que a bancada do pico entrega as melhores ondas.
Descubra a do seu pico e monte a sessão em cima dela, não do horário que sobra.
Vento que sopra da terra para o mar. Segura a onda de pé por mais tempo e alisa a superfície.
É o vento ideal. Costuma soprar de manhã cedo, antes de a terra esquentar.
Vento que sopra do mar para a terra. Levanta a superfície e deixa a onda gorda e desorganizada.
Típico de tarde no Brasil: a sessão da manhã quase sempre é melhor.
Vento atravessado na onda, nem da terra nem do mar. Alisa um lado do pico e bagunça o outro.
Procure o lado protegido do pico: geralmente é onde a parede fica limpa.
Superfície sem vento, lisa como vidro — as ondas ficam desenhadas e com paredes limpas.
Aproveite as primeiras horas do dia: é quando o glass acontece com mais frequência.
Vento constante que sopra do mar para a terra em boa parte do litoral brasileiro.
Previsível: se o alísio aperta à tarde, planeje a sessão para o começo da manhã.
Aumento repentino e curto da força do vento.
Rajadas fortes mudam o pico em minutos: se a superfície ficar picada, troque de canto da praia.
Ponto da bancada onde as ondas quebram de forma mais bonita e consistente.
Chegue antes de entrar e observe por 10 minutos: você identifica o pico e a força da correnteza.
Momento de encaixar na onda, indo do topo em direção à parede.
Remada forte, olhar na direção da parede e peso na frente: o drop define a sessão inteira.
Faixa onde as ondas estão quebrando, entre o fundo e o raso.
Atravesse pelo canal ou nos intervalos entre as séries para chegar ao fundo sem desgaste.
Caixote é levar a série inteira na cabeça; caldo é a onda que segura você embaixo.
Não resista ao caldo: proteja a cabeça, espere a força passar e suba só depois.
Correnteza lateral que empurra quem está na água para um dos lados da praia.
Reconheça o sweep e corrija a posição durante a sessão, senão você sai do pico sem perceber.
Parte da onda que ainda está rolando e não quebrou, logo à frente da espuma.
É onde as manobras rendem mais. Mantenha-se no ombro, adiantado em relação à quebra.
Direito de pegar a onda de quem está mais fundo (mais perto da série).
Respeitar a prioridade evita acidente e briga no pico — é a regra número um na água.
Ondas organizadas geradas por tempestades distantes, que viajam centenas de quilômetros até a praia.
Swell com período longo entrega linhas mais definidas e com mais energia.
Ondas geradas por vento local ou próximo: período curto, mais bagunçadas e com menos força.
Quando o período é baixo, as séries vêm juntas e a onda quebra menos alinhada.
Tempo entre a passagem de duas cristas. Período maior significa onda mais rápida e com mais força.
Regra rápida: 6 a 8s é mar local; 10 a 14s é swell de verdade com séries bem espaçadas.
De onde vem a ondulação. É o ponto de origem, não para onde ela vai.
O pico precisa estar enquadrado com a direção do swell para receber onda; fora do enquadramento, chega pouca coisa.
Média das ondas maiores medidas no mar — cada onda individual pode ser bem maior.
Altura de previsão de 1m pode render séries de 1,5m: use como referência, não como garantia.
Período em que um swell chega e atinge a costa, do início ao fim dele.
Compare a previsão de hoje com a de ontem e amanhã: subindo ou caindo muda a estratégia de pico.
Equipamento no mar que mede altura, período e direção das ondas antes de chegarem à praia.
Se seu pico tiver boia próxima, ela mostra o swell chegando cerca de 1 a 3 horas antes.
Massa de ar frio que avança e muda a direção e a força do vento, geralmente com swell novo junto.
Fique de olho: a virada de vento da frente fria pode estragar ou melhorar o pico em poucas horas.
Peso do ar sobre o mar. Centros de baixa pressão geram vento e, com ele, ondas.
Queda de pressão na costa costuma aparecer antes do mar subir — bom sinal para os próximos dias.
Mar grande e desorganizado, com séries muito próximas e correnteza forte, gerado por swell de período longo.
Em dia de ressaca, evite picos de pedra e recife e fique onde há mais espuma e fundo de areia.
Veja as horas das marés alta e baixa e descubra em qual fase o seu pico funciona. Maré errada transforma onda boa em miolo.
Offshore e glass deixam a parede limpa. Onshore (maresia) deixa a onda gorda e desorganizada — nesse caso, prefira o começo da manhã.
Período alto (10s ou mais) traz séries mais espaçadas e com força. Direção do swell precisa estar enquadrada com o pico.
Nenhuma condição sozinha decide a sessão: a combinação de maré, vento e swell é o que define a qualidade do pico. Anote sempre o que funcionou em cada dia de água — em pouco tempo você cria a previsão do seu pico, não apenas a previsão do mar.